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17 fevereiro, 2025

Pétala nº 3845

AMOR e GUERRA, humor e tragédia, são os ingredientes essenciais de “O Adeus às Armas”, um clássico da literatura universal, o terceiro romance de Ernest Hemingway.


“Quando as pessoas defrontam o mundo com tanta coragem, o mundo só pode quebrá-las matando-as, e por isso, é claro, mata-as. O mundo quebra toda a gente (...) Mas àqueles que não consegue quebrar, mata-os. Mata os bons, os muito doces, os muito corajosos, imparcialmente.”


"- Estou farta de cabelo comprido. É muito incómodo de noite, na cama.
- Mas eu gosto dele.
- Não gostavas dele curto?
- Talvez. Mas gosto dele como está.
- Curto talvez ficasse bem. Então ficávamos ambos iguais. Oh, querido, eu queria tanto ser tu!
- E és. Nós somos um só.
- Bem sei. De noite somos.
- As noites são belas!"


“- Está a chover com toda a força.
- E hás-de amar-me sempre, é verdade?
- Hei-de.
- E a chuva não fará diferença?
- Não.
- Ainda bem. Porque eu tenho medo à chuva.
- Porquê?
- Não sei, querido. Sempre tive medo à chuva.
- Eu gosto dela.
- Gosto de passear à chuva. Mas é mau para o amor.
- Eu hei-de-gostar sempre de ti.
- Hei-de amar-te quer chova, quer neve, quer saraive e… que mais é?
- Não sei. Creio que estou com sono.
- Dorme, querido, hei-de amar-te de qualquer maneira.
- Não tens de facto medo à chuva, pois não?
- Quando estou junto de ti não tenho.
- Porque tens medo dela?
- Não sei.
- Diz.
- Não quero.
- Diz.
- Não.
- Diz.
- Está bem. Tenho medo à chuva porque às vezes vejo-me morta no meio dela.
- Não!
(...)"

ERNEST HEMINGWAY, escritor norte-americano (1899-1961), in “O adeus às armas”, Ed. Livros do Brasil, 2001 
 Prémio Nobel de Literatura, 1954

(fotos: PIXABAY)


20 janeiro, 2025

Pétala nº 3841


"A forma como Israel esmagou Gaza é imperdoável."

"Tudo é demasiado extremo, demasiado avassalador."

"... as palavras deixaram de conseguir conter a realidade."

"A última vez que o vi em Lisboa disse que, como escritor, preferia não ter de falar de política. É possível evitar o assunto nestes dias?
Não, é impossível, A política está em todo o lado. A realidade brutal está em todo o lado. O que temos estado a viver nestes 13 meses é para além do acreditável e afeta cada mínima parte da nossa vida. Escrever tornou-se também muito difícil. (…)

Então, se o silêncio já não é uma opção, a escrita também não é…   ?
O silêncio é impensável. Mas sabe, seja o que for que eu disser, posso contradizer-me de imediato. Esta é a natureza da situação: tudo o que possa ser dito sobre ela é certo e verdadeiro, mesmo tratando-se de visões contrárias. Estou também a tentar escrever sobre esta realidade, para mim mesmo, porque preciso de compreender certas coisas através do exercício da escrita. Sinto-me confundido. E as pessoas, em geral, estão deprimidas (…) invadiu-nos um sentimento geral de depressão, os nossos corações estão despedaçados. Todas as pessoas que conheço estão não só melancólicas como profundamente tristes. Eu estou profundamente triste. Creio que não há outra saída após termos conhecido o Mal, a pura maldade daquilo que os seres humanos podem fazer. E, quando digo isto, refiro-me a tudo o que se está a passar, a começar pelo massacre de 7 de outubro.

A guerra desencadeada por Israel é também sem precedentes. Como é acordar todos os dias rodeado dessa violência? 
Significa não ser capaz de viver em paz, e a saber que a partir de agora isso será uma miragem. Que mesmo que a paz seja possível entre Israel e a Palestina, o que há anos defendo e desejo profundamente, não haverá tranquilidade nem o sentimento de estabilidade. Há uma espécie de estreiteza da alma que tomou conta da vida. Uma pessoas só quer encolher-se e proteger-se e proteger aquela superfície da sua alma que entra em contacto com a realidade.

O que vai ficar destes escombros? Como se sai daqui?
Não se sai. Temos sempre de recordar uma coisa: nós e os palestinianos vamos viver lado a lado até à eternidade. Que tipo de paz se pode fazer com um vizinho com quem nos comportamos deste modo? E que tipo de paz pode ele esperar de nós se não reconhece a nossa existência? Estamos apenas a minimizar as hipóteses de ter alguma normalidade no futuro."

"Estamos a sentir e a sofrer, mas também estamos a pensar. Não podemos renunciar a pensar."


DAVID GROSSMAN, escritor israelita e activista pela paz (1954 -), excertos 
da entrevista a Luciana Leiderfarb, revista “E", jornal Expresso, 3 janeiro 2025

(fotos net)


16 outubro, 2023

Pétala nº 3789

“O passado nunca está morto. Nem sequer passou.” 
(William Faulkner, citado por Daniel Sokatch, in "Israel")


"O que se faz com um miúdo… que descobre subitamente os factos da vida e da morte?" 

“O que se faz com uma criança que com o seu dinheiro de bolso, compra um pequeno bloco laranja e aponta nele diariamente, a lápis, quantos israelitas restam depois do último atentado terrorista." 

"E um dia descobriu que uma parte dos israelitas são árabes…. 
Que os seus cálculos estavam todos errados, e que tinha de deduzir os árabes israelitas do número total dos israelitas."

"… que é possível viver uma vida inteira sem que essa vida tenha algum sentido." 

 "… uma vida que em nada nos faz sofrer nem nos dá realmente prazer. É viver por viver. Porque por acaso não estamos mortos.” 

DAVID GROSSMAN, escritor israelita (1954-), in “Até ao fim da terra”, Ed. Dom Quixote, 2012


“Invadiu-me de repente um terror daqueles que se sente apenas frente à negrura humana.” 

“Talvez a vida não seja de facto para todos.”

DAVID GROSSMAN, escritor israelita (1954-), in “A vida brinca comigo”, Ed. Dom Quixote, 2020

“… tal como aconteceu no passado, a história de Israel continuará a ser escrita em tons cinzentos.”

DANIEL SOKATCH, judeu, activista americano (1968-), in “Israel”, Bertrand Editora, 2021

(fotos net)

18 janeiro, 2023

Pétala nº 3713

“ - Do que mais se lembram do tempo de guerra
- Não há nada a lembrar. Meu senhor – diz um camponês. 
- Como não há? 
- Todos voltamos mortos da guerra.” 
MIA COUTO, escritor moçambicano (1955-), in "A confissão da leoa", Ed. Caminho, 2012
“Apenas uma guerra é permitida à espécie humana: a guerra contra a extinção.” 
ISAAC ASIMOV, cientista e escritor norte-americano, nascido na Rússia (1920-92)


08 junho, 2022

Pétala nº 3539

“As guerras trazem ao de cima o melhor e o pior da espécie. São reveladoras da condição humana e da falência moral ou do altruísmo transcendental.” 

CLARA FERREIRA ALVES, jornalista e escritora portuguesa (1956-), in crónica "PIORES QUE PUTIN", publicada na revista "E", do jornal Expresso de 1 Março 2022


(UCRÂNIA, foto de Sergei Supinsky)



22 maio, 2022

Pétala nº 3522

“Cada guerra é uma destruição do espírito humano.” 

HENRY MILLER, escritor norte-americano (1891-1980)


06 fevereiro, 2019

Pétala nº 2447

“As guerras fazem crescer nos indivíduos as mais insuspeitas deformidades da alma.” 
JOSÉ EDUARDO AGUALUSA, escritor angolano (1960), in “O paraíso e outros infernos”, Ed. Quetzal, 2018

06 agosto, 2018

Pétala nº 2263

“A guerra é um massacre entre pessoas que não se conhecem para proveito de pessoas que se conhecem mas não se massacram.” 
PAUL VALÉRY, poeta francês (1871-1945)

26 janeiro, 2018

Pétala nº 2071

“A guerra não acabou, amigo. Apenas dorme.” 
JOSÉ EDUARDO AGUALUSA, escritor angolano (1960-), in “A sociedade dos sonhadores involuntários”, Ed. Quetzal, 2017

20 abril, 2017

Pétala nº 1791

“Antes de ires para a guerra, diz uma oração. Antes de ires para o mar, diz duas orações. Antes de casares, diz três.” 

Provérbio polaco.

06 janeiro, 2017

Pétala nº 1686

“As pessoas partem para a guerra, e às vezes morrem.” 

Paul Auster, escritor americano (1947-), in “Homem na escuridão”, Ed. ASA, 2008

13 julho, 2016

Pétala nº 1509

“A razão não nos diz que a guerra deve desaparecer um dia, mas diz-nos que devemos proceder como se a guerra devesse desaparecer.” 

Immanuel Kant, filósofo alemão (1724-1804)

09 março, 2016

Pétala nº 1383

“Escutem: não existe nenhuma guerra que acabe com todas as guerras.” 

Haruki Murakami, escritor japonês (1949-)

07 agosto, 2015

Pétala nº 1168

“A guerra não é ganha pela vitória”. 

Ernest Hemingway, escritor norte-americano (1899-1961), in “O adeus às armas”, Ed. Livros do Brasil, 2001 
 Prémio Nobel de Literatura, 1954

23 fevereiro, 2015

Pétala nº 1004

“Como é necessária a vigilância na guerra, é também preciso maior cuidado na paz.” 

 António Vieira, padre e escritor português (1608-1697)

11 janeiro, 2015

Pétala nº 960

“Um bom soldado pode ganhar uma batalha, mas não uma guerra. Isso está reservado aos civis.” 

John Steinbeck, escritor americano (1902-68), in “O inverno do nosso descontentamento”, Ed. Circulo de Leitores, 1993 
Prémio Nobel de Literatura, 1962

28 fevereiro, 2013

Pétala nº 276

“A guerra é o mal que desonra a espécie humana”

Autor desconhecido.

19 novembro, 2012

Pétala nº 174

“As declarações de amor são muito semelhantes às declarações de guerra; mal se fazem começam as hostilidades.”
 
Autor desconhecido.

02 novembro, 2012

Pétala nº 157

“Quando os ricos fazem a guerra, são sempre os pobres que morrem.” 

Jean-Paul Sartre, filósofo e escritor francês (1905-80)

23 agosto, 2012

Pétala nº 86

“Nenhuma guerra se relata. Onde há sangue, não há palavra.”

Mia Couto, escritor moçambicano (1955-)