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17 março, 2025

Pétala nº 3849

"Todos os homens são iguais.
Mas alguns são poetas."


Um homem que cultiva o seu jardim, como queria Voltaire.
O que agradece que na terra haja música.
O que descobre com prazer uma etimologia.
Dois empregados que num café do Sul jogam um xadrez silencioso.
O ceramista que premedita uma cor e uma forma.
O tipógrafo que compõe bem esta página, que talvez não lhe agrade.
Uma mulher e um homem que leem os tercetos finais de certo canto.
O que acarinha um animal adormecido.
O que justifica ou quer justificar um mal que lhe fizeram.
O que agradece que na terra haja Stevenson.
O que prefere que os outros tenham razão.
Essas pessoas, que se ignoram, estão a salvar o mundo.

JORGE LUIS BORGES, escritor argentino (1899-1986)


Homens que são como lugares mal situados
Homens que são como casas saqueadas
Que são como sítios fora dos mapas
Como pedras fora do chão
Como crianças órfãs
Homens sem fuso horário
Homens agitados sem bússola onde repousem

Homens que são como fronteiras invadidas
Que são como caminhos barricados
Homens que querem passar pelos atalhos sufocados
Homens sulfatados por todos os destinos
Desempregados das suas vidas

DANIEL FARIA, poeta português (1971-1999)


Há homens que lutam um dia e são bons.
Há outros que lutam um ano e são melhores.
Há os que lutam muitos anos e são muito bons.
Porém, há os que lutam toda a vida.
Esses são os imprescindíveis.

BERTOLT BRECHT, dramaturgo alemão (1898-1956)

(Fotos: PIXABAY)

31 março, 2023

Pétala nº 3756

“Felizes os amados e os amantes e os que podem prescindir do amor. 
Felizes os felizes.” 
(Jorge Luis Borges)


"Um casal é a coisa mais impenetrável do mundo. Não conseguimos compreender um casal, nem mesmo quando fazemos parte dele."

Dois seres vivem lado a lado e a imaginação de cada um diariamente os afasta de forma cada vez mais definitiva.”


“Despedimo-nos das pessoas com uma graçola pateta, rimo-nos no patamar da escada, no elevador o gelo instala-se de imediato. 
Devia um dia estudar-se este silêncio noturno, típico das viagens de carro nos regressos a casa, após se ter exibido a felicidade à frente do público, um misto de arregimentação e de mentira autoinfligida.”

Frases de YASMINA REZA, escritora francesa (1959-), in “Felizes os felizes”, Ed. Quetzal, 2014


(Publiquei esta pétala no "Rol de Leituras", no dia 22 de Janeiro de 2019. 
Partilho-a hoje no "Pétalas de Sabedoria", juntamente com algumas palavra sábias deixadas em simpáticos comentários. Tudo continua lá, mas pode ser lido AQUI.

"Após se exibir como pavão aos estranhos o ser humano se depara com o gelo da indiferença de si mesmo pelo fato de não se amar o suficiente... pelo gelo dos que mais ama... pelo gelo dos que lhe cercam de um modo geral..."
R: Deitadas fora as máscaras volta intacta a mentira vivida a dois.

"Exibe-se uma felicidade aparente. Depois instala-se um silêncio demasiado ruidoso que gela o coração. E pensa-se no amor como se de uma fraude se tratasse e um frio imenso nos rodeasse as mãos cheias de mendicidade."
R: Actores no palco da vida...

"E às vezes o silêncio é tão ruidoso que quase nos ensurdece."
R: Há silêncios que doem e dilaceram corações.

"... depois de momentos de grande folguedo há essa reacção depois com os que nos são mais chegados. Será dos espaços confinados, ou porque com esses já não é preciso fingir."
R: ... a felicidade fingida exibida em público a desarmonia «gelada» em privado.

"... nem sempre significa que a vida a dois vai mal, mas não deixa de ser triste esse «gelo»... perdeu-se o hábito de perguntar um ao outro como foi o dia, já não achamos necessário dizer que o amamos e não temos coragem de lhe dizer que precisamos de atenção, que sentimos falta de afectos."

"... o ser humano é um turbilhão de emoções, um dia é pura felicidade, no outro se esfacela de amargura.  Quanto aos casais, torna-se o próprio inferno, pela intimidade que compartilham."
R: Silêncio doloroso, felicidade falsa, amarga caminhada a dois.





12 novembro, 2020

Pétala nº 3091

“Parece-me fácil viver sem ódio, coisa que nunca senti. Mas viver sem amor acho impossível.” 
JORGE LUIS BORGES, escritor argentino (1899-1986)

17 janeiro, 2019

Pétala nº 2427

“A única vingança verdadeira é o esquecimento e o perdão.” 
JORGE LUIS BORGES, citado por JOSÉ EDUARDO AGUALUSA, escritor angolano (1960), in “O paraíso e outros infernos”, Ed. Quetzal, 2018

22 setembro, 2017

Pétala nº 1946

“Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria.” 

Jorge Luis Borges, escritor argentino (1899-1986)

01 junho, 2017

Pétala nº 1833

“Creio que uma forma de felicidade é a leitura.”

Jorge Luis Borges, escritor argentino (1899-1986)

02 novembro, 2016

Pétala nº 1621

“O tempo é a substância com a qual estou acostumado.”
Jorge Luis Borges, escritor argentino (1899-1986)

20 agosto, 2016

Pétala nº 1547

“Sem leitura não se pode escrever. Tampouco sem emoção, pois a literatura não é, certamente, um jogo de palavras. É muito mais. Eu diria que a literatura existe através da linguagem, ou melhor, apesar da linguagem."

Jorge Luis Borges, escritor argentino (1899-1986)

16 abril, 2016

Pétala nº 1421

“Vamos andando solidamente e de repente vemos um pôr-do-sol e estamos perdidos de novo.” 
JORGE LUIS BORGES, escritor argentino (1899-1986)


18 dezembro, 2015

Pétala nº 1301

“Ninguém se julgue novo de mais para não estar morto amanhã! E ninguém é velho de mais para não poder durar mais um ano.” 

 Jorge Luis Borges, escritor argentino (1899-1986)

25 setembro, 2015

Pétala nº 1217

“O tempo não existe. É apenas uma convenção.”

Jorge Luis Borges, escritor argentino (1899-1986)

17 janeiro, 2014

Pétala nº 600

"São poucos os políticos que sabem fazer política. Mas, quando um intelectual tenta entrar nesse meio, então é o fim do mundo."
 
Jorge Luis Borges, escritor argentino (1899-1986)

20 setembro, 2013

Pétala nº 480

"O livro é uma extensão da memória e da imaginação."

Jorge Luis Borges, poeta argentino (1899-1986)

16 janeiro, 2013

Pétala nº 232

“Chega-se a ser grande por aquilo que se lê e não por aquilo que se escreve”.
 
Jorge Luís Borges, escritor argentino (1899-1986)

03 julho, 2012

Pétala nº 5

“A pátria é algo que se sente, que não se pode definir. Eu a sinto muito profundamente. Se a definimos, estamos diluindo-a em palavras.” 
JORGE LUIS BORGES, escritor argentino (1899-1986)