Mostrar mensagens com a etiqueta Livros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Livros. Mostrar todas as mensagens

29 abril, 2024

Pétala nº 3815


“Ler, uma actividade em extinção, por muito que as livrarias estejam cheias de feéricas capas, por muito que se diga a gigantesca asneira de que ler num ecrã de telemóvel é o mesmo que num livro (experimentem a Montanha Mágica ou a Guerra e Paz…), ou que a “geração mais preparada” pode fazer um curso superior sem ler um livro (bem, dois, três e já é muito), e por aí adiante. 
Falar e escrever bem também estão em extinção, com a redução do vocabulário circulante a puco mais do que os antigos 140 caracteres do Twitter, agora 280 no X, o que vai dar ao mesmo - a enorme dificuldade de expressão que se vê todos os dias e por todo o lado.
Qual é o problema? É que quem não lê, não fala e não escreve decentemente, é menos livre, mais facilmente manipulado, menos eficaz em coisa alguma importante, mais fácil de ser mandado e de não mandar nem em si próprio. Ou seja, repito, menos livre. (…)
 
Na verdade, quem defende esta nova forma de ignorância agressiva e de deslumbramento tecnológico não são os novos ignorantes, mas os antigos ignorantes, a quem as redes sociais dão uma ilusão de igualdade e presunção de saber que transporta todos os preconceitos da ignorância com o ressentimento em relação ao saber e ao esforço de saber. São a forma actual do anti-intelectualismo trasvestido de modernidade, cujos estragos na educação, no jornalismo, na sociedade, na cultura e na política são devastadores (…)
É que ler é entrar em todos os mundos, alegres e sinistros, apaziguadores e violentos, nossos e alheios, e que nunca acabam.” 

JOSÉ PACHECO PEREIRA, licenciado em Filosofia, historiador, professor universitário, cronista e político português (1949-), in crónica “Porque é que ler conta e muito, para a liberdade”, jornal Público, 9 Março 2024


(fotos Pixabay)

22 janeiro, 2024

Pétala nº 3801


As árvores e os livros

As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas.

E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo, nas nervuras.

As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».

É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.

JORGE SOUSA BRAGA, poeta, tradutor e médico português (1957-), in "Herbário", Ed. Assírio &Alvim, 1999


“Todas as árvores do mundo cantam, caladas.”

LÍDIA JORGE, escritora portuguesa (1946-), in “Misericórdia”, Ed. D. Quixote, 2022 


“Porque é que o cheiro da madeira nos sabe tão bem? … Por nós, seres humanos, termos vivido em cabanas de madeira, antes de construirmos casas de pedra? Por os nossos primeiros utensílios terem sido de madeira? Por a madeira ser uma matéria viva, que cresce e envelhece, tal como nós crescemos e envelhecemos?”

BERNHARD SCHLINK , escritor alemão (1944-), in “A Neta”, Ed. ASA, 2023


Fotos de duas amigas: Mena e Gracinha.
1ª e 2ª "Maior de sessenta"
"Os olhares da Gracinha"
Obrigada a ambas.


16 janeiro, 2023

Pétala nº 3711

“… um tempo anterior aos computadores portáteis dentro da sala de aulas e as redes sociais fora dela; quando as notícias provinham dos jornais e o conhecimento provinha dos livros. Era um tempo mais simples ou mais aborrecido? Ambas as coisas ou nenhuma?

JULIAN BARNES, escritor inglês (1946-), in “Elizabeth Finch”, Ed. Quetzal, 2022


12 dezembro, 2022

Pétala nº 3694

“O tutano dos livros está nas esquinas das palavras. O mais importante dos bons romances amontoa-se nas elipses, no ar que circula entre as personagens, nas frases pequenas.” 

ROSA MONTERO, escritora espanhola (1951-) in “A ridícula ideia de não voltar a ver-te” Porto Editora, 2015


12 outubro, 2022

Pétala nº 3637

“Os livros mudam ao longo do tempo; pelo menos, muda o modo como os lemos.”

JULIAN BARNES, escritor inglês (1946-), in “O homem do casaco vermelho”, Ed. Quetzal, 2021





28 junho, 2022

Pétala nº 3559

“Há livros que mudam a nossa vida porque nos ensinam a olhar para dentro, a crescer e a amar melhor as nossas fraquezas e os defeitos dos outros.” 

MARGARIDA REBELO PINTO, escritora portuguesa, no prefácio do romance "Noites brancas" (1948) de FIÓDOR DOSTOIÉVSKI, Ed. Clube do Autor, 2021


27 janeiro, 2022

Pétala nº 3436

“Um livro é uma porta pela qual entramos no conhecimento!" 

(Comentário pétala nº 3426)


17 janeiro, 2022

Pétala nº 3426

“Um livro é uma janela pela qual nos evadimos." 

JULIEN GREEN, escritor norte-americano (1900-1998)


12 novembro, 2021

Pétala nº 3384

“Amo tudo o que é velho: velhos amigos, velhos tempos, velhas maneiras, velhos livros, velhos vinhos.” 

OLIVER GOLDSMITH, médico e escritor irlandês (1728-74)

Velhas fotos: Teresa Dias


03 novembro, 2021

Pétala nº 3377

A vida é breve e, no outro mundo, não se perguntará a ninguém quantos livros conseguiu ler seriamente e até ao fim. Por isso, é imprudente e nocivo desperdiçar o nosso tempo em leituras sem uma finalidade concreta.” 

HERMANN HESSE, escritor alemão (1877-1962), in “Uma biblioteca da literatura universal”, Ed. Cavalo de Ferro, 2018 
Prémio Nobel de Literatura, 1946

09 setembro, 2021

Pétala nº 3338

“Os livros não existem para que todos os leiam e encontrem neles um tema de conversas mundanas durante um certo tempo e depois os esqueçam, como se faz com a última notícia desportiva ou de crónica policial: os livros querem ser gozados e amados com calma e seriedade. Só então nos revelarão as suas íntimas belezas e virtudes.” 

HERMANN, HESSE escritor alemão (1877-1962), in “Uma biblioteca da literatura universal”, Ed. Cavalo de Ferro, 2018 
Prémio Nobel de Literatura, 1946

30 julho, 2021

Pétala nº 3331

Não existem cem ou mil «livros mais belos», há, para cada indivíduo, uma escolha particular baseada naquilo que lhe é afim e compreensível, caro e precioso. Por isso, é impossível constituir uma boa biblioteca sob encomenda; cada um de nós deve seguir as suas próprias exigências e preferências, e criar, pouco a pouco, uma colecção de livros, da mesma forma que se criam as amizades.”
 
HERMANN, HESSE escritor alemão (1877-1962), in “Uma biblioteca da literatura universal”, Ed. Cavalo de Ferro, 2018
Prémio Nobel de Literatura, 1946




(foto net)


28 abril, 2021

Pétala nº 3255

“Como toda a gente só disponho de três meios para avaliar a existência humana: o estudo de nós próprios, o mais difícil e o mais perigoso, mas também o mais fecundo dos métodos; a observação dos homens, que na maior parte dos casos fazem tudo para nos esconder os seus segredos ou para nos convencer de que os têm; os livros, com os erros particulares de perspectiva que nascem entre as suas linhas.” 
MARGUERITE YOURCENAR, (pseudónimo de Marguerite Cleenewerck de Crayencour), escritora francesa (1903-87), in “Memórias de Adriano”, Ed. Ulisseia, 1991

23 abril, 2021

Pétala nº 3250

“Para mim o ser humano é a soma daquilo que viveu e do que leu. E o que lemos ajuda-nos a compreender o que vivemos. É uma espécie de enzima, de levedura, que faz com que o que vivemos fermente. (…) Os livros à mistura com a memória produzem uma fermentação, que é algo pessoal. É impossível digerir bem o resultado da vida se não houver livros que o permitam.”

ARTURO PÉREZ-REVERTE, escritor espanhol (1951, em entrevista a Luciana Leiderfarb, publicada na revista "E", do jornal Expresso de 29 janeiro 2021



(Hoje, Dia Mundial do LIVRO!)

(foto net)

23 novembro, 2020

Pétala nº 3102

“O romance dá-nos três coisas. Antes de tudo uma visão complexa e integral da vida. Quando olhamos para o mundo através do romance ele nunca é plano nem unívoco: junta empírico e imaginário, visível e invisível, passado e futuro. Depois, o romance oferece um conhecimento concreto, não conceptual. A ótica do romance não demonstra: ela mostra, num esforço de desapropriação ideológica por fidelidade à existência em si.” 
JOSÉ TOLENTINO MENDONÇA, cardeal, teólogo e poeta português (1965-), in crónica "O verbo romancear", publicada na revista "E", do jornal Expresso de 2 Setembro 2017

18 julho, 2020

Pétala nº 2975

“É bom ter livros de citações. Gravadas na memória, elas inspiram-nos bons pensamentos.”
WINSTON CHURCHILL, político e estadista inglês (1874-1965)

04 julho, 2020

Pétala nº2962

“Quando você lê um clássico, você não vê mais no livro do que havia antes; você vê mais em você do que havia antes.” 
CLIFFON FADIMAN, escritor americano (1904-99)

26 junho, 2020

Pétala nº 2954

“Não existem livros morais ou imorais. Os livros são bem ou mal escritos!” 
OSCAR WILDE, escritor irlandês (1854-1900)

19 maio, 2020

Pétala nº 2916

"O homem que não lê bons livros não tem nenhuma vantagem sobre o homem que não sabe ler."
MARK TWAIN, escritor norte-americano (1835-1910)

29 fevereiro, 2020

Pétala nº 2836

“O autor no seu livro deve ser como Deus no seu universo, omnipresente e invisível.” 
GUSTAVE FLAUBERT, escritor francês (1821-80), citado por JULIAN BARNES, escritor inglês (1946-), in “O papagaio de Flaubert”, Ed. Quetzal, 2019