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05 maio, 2025

Pétala nº 3856


“Os filhos nunca deixam de ser pequenos nas almas das mães. Ocupam o espaço todo, mas continuam pequenos.”
VALÉRIE PERRIN, escritora francesa (1967-), in "TRÊS", Ed. Presença, 2023

"As mães adivinham sempre, não sei por que miraculosa intuição, o mistério que no mistério das suas entranhas foi gerado, e nunca se enganam!"
FLORBELA ESPANCA, poetisa portuguesa (1894-1930), in “As máscaras do destino”, Livraria Bertrand, 1981


"... haverá alguma vez um momento em que não se espera que seja a mãe a tomar a iniciativa?"

“Achas que alguma vez sobrevivemos à nossa infância?”

“A mãe também precisa de alguma coisinha. Não se pode depender dela, não em todos os minutos de todos os dias.”

MICHAEL CUNNINGHAM, escritor norte-americano (1952-), in “dia”, Ed. Gradiva, 2024


“ (Todas as pessoas têm direito a descanso, menos as mães. Para cada tarefa, profissão ou encargo há direito a uma folga, menos para as mães. Se alguma mãe demonstrar a mínima fadiga de ser mãe, haverá logo uma besta, ignorante de limpar baba e de parir, que se oferecerá para a pôr em causa. Não é mãe, não sabe ser mãe, não foi feita para ser mãe, dirá. Mas, se todas as pessoas têm direito a descanso, será que as mães não são pessoas? A culpa é nossa. Sim, a culpa é das mães. Deixámos que fossem os filhos a definir-nos.)”
JOSÉ LUÍS PEIXOTO, escritor português (1974-), in “Em teu ventre”, Ed. Quetzal, 2015

(Foto: PIXABAY)

10 março, 2025

Pétala nº 3848

“Uma mulher a chorar no metro é sempre uma desconhecida. Para os outros e, muito provavelmente, para si própria.”

“… temos sorte até a sorte se esgotar.
Nessa altura, teremos de criar a nossa própria sorte.”

“Como é que nós sabemos, como é que alguém sabe quando passa da fase de ser possível ultrapassar os problemas para a fase em que já é demasiado tarde? Existirá… um interlúdio durante o qual se está tão aborrecido ou desapontado ou tomado pelo arrependimento que é, de facto, demasiado tarde? Ou, mais concretamente, será que chegamos ao é demasiado tarde uma e outra vez, apenas para voltarmos a ultrapassar os problemas antes que chegue o é demasiado tarde outra vez?”

MICHAEL CUNNINGHAM, escritor norte-americano (1952-), in “dia”, Ed. Gradiva, 2024


“A força conquista a fraqueza… é um simples facto da vida, não é?”

“Na vida, temos de empreender acções decididas… Fazer o que queremos fazer… agarrar aquilo que queremos. Quando queremos acabar com alguma coisa, ACABAR. E viver com as consequências.”

GAIL HONEYMAN, escritora inglesa (1972-) in “A Educação de Eleanor”, Porto Editora, 2017


“«Quando a vida nos tira uma coisa, dá-nos outra.» Mas às vezes a vida engana-se. Faz batota ao dar as cartas. Às vezes a vida mente-nos, abusa da nossa credulidade.”

“Tornamo-nos aquilo que fazem de nós e que aceitamos.”

Não se prende a espuma
Na palma da mão
Sabe-se que a vida se consome
E não resta nada
De uma vela que ilumina
Podes ainda decidir o teu caminho
Do teu caminho
Crês que tudo se resume
Ao sal entre os nossos dedos
Quando mais leve que uma pena
Podes guiar os teus passos
Sem tristeza nem amargura
Avançar, avança, pois tudo desaparece.

VALÉRIE PERRIN, escritora francesa (1967-), in "TRÊS", Ed. Presença, 2023

(fotos: PIXABAY)


27 janeiro, 2025

Pétala nº 3842

"O tempo separa aqueles que se amam..."
(Vzlérie Perrin, in "TRÊS")


"Nunca mais disseram «amo-te» um ao outro. O amor tornara-se uma deficiência oculta. 

Eram agora pessoas tão diferentes que poderiam até mudar de nome e apelido, ir ao registo civil e preencher o seguinte requerimento: «Já não somos as pessoas que éramos. Solicitamos a alteração dos nossos dados pessoais». 
O passar dos anos tudo muda, excepto a saudade.

Como é o mundo quando a vida se torna saudade? Parece que é feito de papel, desfaz-se entre os dedos, desmorona-se.
Cada movimento, observa-se a si próprio, cada pensamento contempla-se a si próprio, cada sentimento tem início, mas não acaba, tornando-se o próprio objecto da saudade ilusório e irreal.
Só a saudade é verdadeira, viciante, impositiva – estar onde não se está, ter o que não se tem, tocar quem não existe. Este estado tem uma natureza variável e contraditória em si mesma. É a quintessência da vida e é contra a vida. Estranha-se na pele, chega aos músculos e aos ossos, que, doravante, começam a existir dolorosamente."

OLGA TOKARCZUK, psicóloga e escritora polaca (1962-), in “Casa de Dia, Casa de Noite ”, Ed. Cavalo de Ferro, 2022
Prémio Nobel de Literatura, 2018


“- Pensava que as pessoas casadas conversavam sobre tudo.
- De certeza que algumas falam.”

MICHAEL CUNNINGHAM, escritor norte-americano (1952-), in “dia”, Ed. Gradiva, 2024


Fotos de Teresa Dias: 
1 - PORTUGAL/Mafra, 2023
2 - PORTUGAL/Beja, 2022


02 dezembro, 2024

Pétala nº 3837


“Passamos muito tempo ouvindo o que as pessoas dizem e raramente prestamos atenção ao que elas não dizem.”

“Nas culturas asiáticas, o silêncio denota reflexão profunda e nelas o que não é dito pode ser tão ou mais importantes do que o que é dito.”

CARLOS BUNGA, artista plástico português (1976-) in entrevista a Isabel Salema, revista Ípsilon, jornal Público, 4 Outubro 2024


"O silêncio é uma disciplina do coração: calar os pensamentos, as imagens, as maledicências, as superficialidades." 

"O silêncio é um caminho. Não basta, por exemplo, estarmos calados para estar em silêncio. Podemos estar calados e o rumor ser ensurdecedor. Há uma qualidade de silêncio que é uma conquista, que é um processo em que nós entramos."

"De facto, o mundo, este mundo que nos habituamos a identificar como estridente caixa sonora que nunca dorme, é atravessado por um fio de silêncios à espera de serem escutados."

"Como é que percebemos que duas pessoas que não conhecemos são amigas? Pela forma como conversam. Mas mais ainda porque nitidamente abraçam, com serenidade e alegria, o silêncio da outra."

JOSÉ TOLENTINO MENDONÇA, cardeal, teólogo e poeta português (1965-) in “Uma beleza que nos pertence”, Ed. Quetzal, 2019


“- Devíamos ser mais amigas. Não achas?
- Claro… Mas nós não gostamos assim tanto uma da outra.
- Não sei porque é que isso nos deve impedir de sermos amigas. Quantos amigos gostam realmente uns dos outros?”

MICHAEL CUNNINGHAM, escritor norte-americano (1952-), in “dia”, Ed. Gradiva, 2024



(fotos PIXABAY)


11 novembro, 2024

Pétala nº 3834


“O céu aqui é de um azul impossivelmente penetrante e às vezes canta…”

“Aqui o céu canta durante o dia. É preciso ouvi-lo.”


“… quando o céu canta durante o dia assemelha-se muito mais gregoriano do que a qualquer outra coisa, embora isso não seja exactamente correcto. É uma espécie de ribombar musical, é profundo e ocorre-me sonoro mas também não é bem isso. É reverente à sua maneira ainda que não suplicante, é como se Deus cantasse para si próprio…”


“Quem é que não tem medo da noite? Não sei bem como dizer isto, porém, as noites parecem uma gigantesca semi-escuridão iluminada, à qual nos podemos juntar, da qual podemos fazer parte.”

“Quem é que não se sente desamparado? Não será melhor reconhecê-lo? Não deveríamos substituir as acusações por um reconhecimento mais circunspecto e desgastado pelo mundo. Amamo-nos uns aos outros porque não sabemos amar-nos verdadeiramente a nós mesmos; dependemos uns dos outros porque não sabemos depender de nós próprios.”

MICHAEL CUNNINGHAM, escritor norte-americano (1952-), in “dia”, Ed. Gradiva, 2024


(Fotos: ESPANHA/Isla Canela, 2024)

11 fevereiro, 2020

Pétala nº 2818

"A juventude é a única tragédia sexualmente atraente." 
MICHAEL CUNNINGHAM, escritor norte-americano (1952-), in “Ao cair da noite”, Ed. Gradiva, 2010

11 dezembro, 2018

Pétala nº 2390

“A solidão é difícil de evitar. Seja em que sítio for.” 
MICHAEL CUNNINGHAM, escritor norte-americano (1952-), in “Uma casa no fim do mundo”, Ed. Gradiva, 2001

09 dezembro, 2018

Pétala nº 2388

“Esta vida tem de ser levada frase a frase.” 
MICHAEL CUNNINGHAM, escritor norte-americano (1952-), in “Uma casa no fim do mundo”, Ed. Gradiva, 2001

07 dezembro, 2018

Pétala nº 2386

“A vida é feita de mudanças que escapam ao nosso controlo”. 
MICHAEL CUNNINGHAM, escritor norte-americano (1952-), in “Uma casa no fim do mundo”, Ed. Gradiva, 2001

05 agosto, 2015

Pétala nº 1166

“Que casal não é infeliz pelo menos durante parte do tempo?” 

 Michael Cunningham, escritor norte-americano (1952-), in “Ao cair da noite”, Ed. Gradiva, 2010

03 agosto, 2015

Pétala nº 1164

“Num casamento prolongado, aprende-se a identificar uma imensidade de atmosferas e climas diferentes.”

 Michael Cunningham, escritor norte-americano (1952-), in “Ao cair da noite”, Ed. Gradiva, 2010

28 julho, 2015

Pétala nº 1158

“Deus nos defenda das pessoas que se julgam mais inteligentes do que na verdade são.” 

 Michael Cunningham, escritor norte-americano (1952-), in “A rainha da neve”, Ed. Gradiva, 2014

26 julho, 2015

Pétala nº 1156

“Estar vivo é formidável.” 

 Michael Cunningham, escritor norte-americano (1952-), in “A rainha da neve”, Ed. Gradiva, 2014

24 julho, 2015

Pétala nº 1154

“As visões são respostas. Respostas implicam perguntas.” 

 Michael Cunningham, escritor norte-americano (1952-), in “A rainha da neve”, Ed. Gradiva, 2014