Mostrar mensagens com a etiqueta Mia Couto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mia Couto. Mostrar todas as mensagens

14 outubro, 2024

Pétala nº 3830

Em noite de lua cheia...
"Nunca me disseste amo-te, mas eu amo-te por nós."
(Valérie Perrin, in "os esquecidos de domingo")


"Há duas coisas que aprendi no contacto com os mais velhos.
Aproveita a vida, ela passa depressa. 
Nunca contes um segredo. Nem ao teu irmão, nem ao teu filho, nem ao teu pai, nem à tua melhor amiga, nem a um desconhecido. Nunca.’’
VALÉRIE PERRIN, escritora francesa (1967-), in "os esquecidos de domingo", Ed. Presença, 2023

"O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá mais se tem."
ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY, piloto e escritor francês (1900-44)

Nunca sabemos como vai andar a roda do destino.” 
JOSÉ CARLOS BARROS, arquitecto e escritor português (1963-), in “As pessoas invisíveis” (Prémio LeYa, 2021), Ed. LeYa, 2022

Nunca devemos subestimar o egoísmo.”
CLARA FERREIRA ALVES, jornalista e escritora portuguesa (1956-), in crónica "Confessional", publicada na revista "E", do jornal Expresso de 20 janeiro 2023

“Felizmente, nunca nos habituamos a viver derrotados.” 
MARTA ORRIOLS, escritora espanhola (1975), in “Doce introdução ao caos”, Ed. D. Quixote, 2022

"Não saberei nunca /dizer adeus
MIA COUTO, escritor moçambicano (1955-), versos do "Poema da despedida", in "Raiz de orvalho e outros poemas", Ed. Caminho, 2009


"Não esqueças nunca Treblinka e Hiroshima
O horror o terror a suprema ignomínia"

SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN, poetisa portuguesa(1918-2004), 
versos do poema "Não te esqueças nunca".


 Fotos da amiga Chica: "Céu e palavras"


24 maio, 2023

Pétala nº 3779

"Hoje não amanheceu
prolongou-se a noite"
(Luís Raimundo Rodrigues)


“As trevas, dizem, são o reino dos mortos. Não é verdade. Tal como a luz, o escuro só existe para os vivos. Onde os mortos habitam é no crepúsculo, nessa fresta entre dia e noite, onde o tempo em si mesmo se enrosca.”
 
MIA COUTO, escritor moçambicano (1955-), in "A confissão da leoa", Ed. Caminho, 2012


Acabaram as manhãs
Hoje não amanheceu
prolongou-se a noite
porque a tua ausência
adiou as manhãs para sempre.

Dias embalados
O fim da tarde
é o início da morte dos dias
é aí que me encontro
nessa agonia da luz
é aí que fico
com “avé-marias” na boca
na descrença de que
essa cantilena tenha a ver
com o nascer do dia.
Adormeço de cansaço
de tanta vida
embalada em dias de plástico.

Poemas de LUIS RAIMUNDO RODRIGUEShttps://brancasnuvensnegras.blogspot.com/ in "No Espaço da Minha Boca", Ed. Gato Cinzento, 2023



18 janeiro, 2023

Pétala nº 3713

“ - Do que mais se lembram do tempo de guerra
- Não há nada a lembrar. Meu senhor – diz um camponês. 
- Como não há? 
- Todos voltamos mortos da guerra.” 
MIA COUTO, escritor moçambicano (1955-), in "A confissão da leoa", Ed. Caminho, 2012
“Apenas uma guerra é permitida à espécie humana: a guerra contra a extinção.” 
ISAAC ASIMOV, cientista e escritor norte-americano, nascido na Rússia (1920-92)


25 novembro, 2022

Pétala nº 3681

“Pode-se chamar de criança uma criatura que lavra a terra, corta a lenha, carrega a água e, no fim do dia, já não tem alma para brincar?” 

MIA COUTO, escritor moçambicano (1955-), in "A confissão da leoa", Ed. Caminho, 2012


24 outubro, 2022

Pétala nº 3649

Todos nós, já antes, estivemos afogados antes de nascermos. A luz que nos recebeu no parto foi a primeira praia onde desembocámos.” 

MIA COUTO, escritor moçambicano (1955-), in "A confissão da leoa", Ed. Caminho, 2012


26 janeiro, 2022

Pétala nº 3435

“… um dia li Fernando Pessoa e foi uma revelação. Se podemos ser muitas pessoas, porque haveremos de ser apenas uma única? Jurei a mim mesma que seria as duas mulheres do meu marido, ou as quatro, ou mesmo as sete, as que ele quisesse – jurei que me desdobraria em heterónimos eróticos, cada noite uma mulher diferente, umas vezes negra, outras mulata ou ruiva, umas vezes sabendo a mel e outras a tamarindo, umas vezes ingénua e outras, louca e atrevida.” ("A fala de Judite Malimali")

MIA COUTO e JOSÉ EDUARDO AGUALUSO, in “O terrorista elegante”, Ed. QUETZAL, 2019


23 janeiro, 2022

Pétala nº 3432

“…os tempos de hoje são lixívia, descolorindo os encantos.” 

MIA COUTO, escritor moçambicano (1955-), in “O fio das missangas”, Ed. Caminho, 2004 Ed. Caminho, 2004


08 dezembro, 2021

Pétala nº 3402

“Alguém já viu um passarinho envelhecer? Se voássemos, haveríamos sempre de ser crianças. 
No céu, o tempo não passa, é uma nuvem.”
MIA COUTO e JOSÉ EDUARDO AGUALUSA, in “O terrorista elegante”, Ed. Quetzal, 2019

Começámos a envelhecer no instante em que nascemos.” 
ISABEL ALLENDE, escritora chilena (1942-), in “O amante japonês”, Porto Editora, 2015

O tempo que passa não passa depressa. O que passa depressa é o tempo que passou.” 
VERGÍLIO FERREIRA, escritor português (1816-1996)

29 julho, 2021

Pétala nº 3330

“- Vitória, minha neta! Isto são horas de chegar? 
- Não tenho horas para chegar ou partir, avó. Não tenho horas! A mim repugna-me ter horas, é pior do que ter piolhos. É preciso catar as horas, avó, catá-las antes que nos chupem o sangue.”
 
MIA COUTO E JOSÉ EDUARDO AGUALUSA, in “O terrorista elegante”,  (história "A caixa preta"), Ed. Quetzal, 2019

19 julho, 2021

Pétala nº 3322

“… O problema dos jovens de hoje é não acreditarem nos sonhos. Se os sonhos não têm serventia, então porque dormimos oito horas por dia, trinta anos em noventa de vida? E porque sonhamos tanto?
 
… Eu não gosto de sonhar, porque os sonhos são ainda mais imprevisíveis do que a vida...”

… É o contrário, os sonhos são mapas que nos ajudam a orientar a vida. Aqueles que não sabem ler os sonhos, esses, sim, estão perdidos…"

MIA COUTO e JOSÉ EDUARDO AGUALUSA, in “O terrorista elegante” (história "A fala das Ermelindas"), Ed. QUETZAL, 2019



26 novembro, 2020

Pétala nº 3105

“Esquecer os deveres básicos da solidariedade é uma violência, uma cobardia escondida em nome do bom senso.” 
MIA COUTO, escritor moçambicano (1955-)

05 novembro, 2018

Pétala nº 2354

“Os boatos viajam à velocidade do escuro.” 
MIA COUTO, escritor moçambicano (1955-), in “Contos do nascer da terra”, Ed. Caminho, 1997

03 novembro, 2018

Pétala nº 2352

“Na vida tudo chega de súbito. O resto, o que desperta tranquilo, é aquilo que, sem darmos conta, já tinha acontecido.” 
MIA COUTO, escritor moçambicano (1955-), in “Contos do nascer da terra”, Ed. Caminho, 1997

20 outubro, 2018

Pétala nº 2338

“Em sua maior parte, o matrimónio é um maltrimónio. Os dois pensando somar, afinal, se traem e subtraem.” 
MIA COUTO, escritor moçambicano (1955-), in “Contos do nascer da terra”, Ed. Caminho, 1997

18 outubro, 2018

Pétala nº 2336

“A vida é um por enquanto no que há-de vir.” 
MIA COUTO, escritor moçambicano (1955-), in “Contos do nascer da terra”, Ed. Caminho, 1997

16 outubro, 2018

Pétala nº 2334

“Sempre onde chego é um lugar. Mas abrigo maior não encontrei senão nas paragens da memória.”
MIA COUTO, escritor moçambicano (1955-), in “Contos do nascer da terra”, Ed. Caminho, 1997

10 outubro, 2018

Pétala nº 2328

“Quero ser a flor que morre antes de envelhecer.” 
MIA COUTO, escritor moçambicano (1955-), in “Contos do nascer da terra”, Ed. Caminho, 1997

08 outubro, 2018

Pétala nº 2326

“A cozinha é onde se fabrica a inteira casa.” 
MIA COUTO, escritor moçambicano (1955-), in “Contos do nascer da terra”, Ed. Caminho, 1997

16 setembro, 2018

Pétala nº 2304

“- Dói-te alguma coisa?
- Dói-me a vida, doutor (…)
- E o que fazes quando te assaltam essas dores?
- O que de melhor sei fazer, excelência.
- E o que é?
- É sonhar.”
MIA COUTO, escritor moçambicano (1955-), in “O fio das missangas”, Ed. Caminho, 2004

14 setembro, 2018

Pétala nº 2302

“Cozinhar não é serviço (…) cozinhar é um modo de amar os outros.” 
MIA COUTO, escritor moçambicano (1955-), in “O fio das missangas”, Ed. Caminho, 2004