As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas.
E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo, nas nervuras.
As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».
É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.
JORGE SOUSA BRAGA, poeta, tradutor e médico português (1957-), in "Herbário", Ed. Assírio &Alvim, 1999
“Todas as árvores do mundo cantam, caladas.”
LÍDIA JORGE, escritora portuguesa (1946-), in “Misericórdia”, Ed. D. Quixote, 2022
“Porque é que o cheiro da madeira nos sabe tão bem? … Por nós, seres humanos, termos vivido em cabanas de madeira, antes de construirmos casas de pedra? Por os nossos primeiros utensílios terem sido de madeira? Por a madeira ser uma matéria viva, que cresce e envelhece, tal como nós crescemos e envelhecemos?”
BERNHARD SCHLINK , escritor alemão (1944-), in “A Neta”, Ed. ASA, 2023
Fotos de duas amigas: Mena e Gracinha.
1ª e 2ª "Maior de sessenta"
3ª "Os olhares da Gracinha"
Obrigada a ambas.
Obrigada a ambas.

