02 September 2025
Beatie Wolfe é uma artista conceptual e compositora anglo-americana em busca de novos pontos de vista para a articulação entre diversas formas de expressão artística, em particular, naquilo que se relacione com a música na era digital- Por outras palavras, uma parceira ideal para Brian Eno, detentor de um par de hemisférios cerebrais incapazes do estado de repouso. Após Mark Mothersbaugh (Devo) e Michael Stipe (R.E.M.), seria ele a captura seguinte na teia de Beatie, após um primeiro e não planeado encontro durante uma conferência do SXSW (South by Southwest) 2022, sob a designação "Art and Climate". Daí resultaria um par de novos álbuns - Luminal e Lateral - que, associando-os ao projecto ("Feeling of the Day") que ambos também animam na rádio KCRW. de Los Angeles, descrevem assim: "A música propõe-se fazer-nos sentir emoções. Algumas dessas emoções são familiares, enquanto outras podem não ser, ou ser uma mistura complexa de várias emoções diferentes. Existem muitas palavras bonitas para descrever esses sentimentos noutras línguas e culturas — palavras que não existem em inglês". (daqui; segue para aqui)
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A ÚNICA BANDA QUE IMPORTA
Ainda a invasão da Ucrânia pelos exércitos russos de Putin não tinha completado um mês e já Bohdan Hrynko, Oleg Hula e Andriy Zholob (o trio punk-hardcore ucraniano Beton) tinham corrido até um estúdio de Lviv para gravar a banda sonora e, logo a seguir, o vídeo do apelo à resistência e solidariedade anti-imperialistas. Qual cantiga seria essa arma? "London Calling" – canção-título do terceiro álbum de The Clash (1979), inspirada pelo indicativo da BBC nas emissões para a Europa acupada pelas tropas nazis durante a segunda guerra mundial – em versão adaptada às actuais circunstâncias e imediatamente abençoada pelos Clash sobreviventes: “Kyiv calling to the zombies of death, quit holding Putin up and draw another breath, Kyiv calling see we cannot retreat, we’re already home so Russia ships fuck you! Kyiv is rising, we live for resistance!” Zholob, o guitarrista, vocalista e ortopedista que, na frente de combate, se dedica ao tratamento de soldados feridos e vítimas civis, é, segundo ele, “apenas um entre muitos outros músicos que trocaram as guitarras pelas armas na defesa do território”. Não espanta, pois, que tenham optado por uma canção dos Clash que, tal como, décadas atrás, Woody Guthrie anunciava, sempre encararam as canções como armas de elevada precisão. (daqui; segue para aqui)




