21 March 2026
19 March 2026
16 March 2026
23 February 2026
04 February 2026
02 January 2026
Que, no exterior de todos os comícios do neo-facho, um carro com potente megafone lhe ofereça uma riquíssima banda sonora (XVII)
25 December 2025
19 December 2025
26 September 2025
(sequência daqui) Disco 3: É aqui que as canções que conhecemos de Five Leaves Left começam a ganhar forma. Há versões iniciais de "River Man", "Cello Song' e "Fruit Tree", algumas sem os ricos arranjos de cordas de Robert Kirby, outras com afinações diferentes. Até as canções mais conhecidas soam diferentes aqui — menos polidas, mas mais emocionalmente expostas. Testemunhamos a luta entre a visão de Drake e as limitações dos estúdios da época.
Disco 4: O quarto e último disco é a versão remasterizada do próprio Five Leaves Left. Continua a ser um álbum de estreia notável, repleto de uma beleza melancólica. Canções como "Day Is Done", "Man In A Shed" e "Saturday Sun" não perderam nenhuma da sua força. A própria embalagem é elegante e discreta com aspecto de peça de arquivo, mas que se deixa folhear como um diário antigo, com notas manuscritas e manchas de café. Esta compilação conta uma história sem a explicar demasiado. Em vez disso, convida-nos a aproximar e ouvi-la e a descobrir o génio oculto de um miudo ainda em busca de quem era. Terminaria a jornada em 1974 por suicídio/overdose acidental nunca suficientemente esclarecidos. O produtor de Drake, Joe Boyd, descreveria a gravação de Five Leaves Left como estando repleta de "esperança e possibilidade". O que podemos ainda pressentir hoje encontra-se aqui.
23 September 2025
(sequência daqui) O boxset, consiste, então, de três discos de material previamente não editado, nomeadamente demos, primeiras versões de estúdio e raras gravações caseiras. O álbum original, agora remasterizado, mantém a calor e a intimidade da reedição de 2000; e um livro de capa dura com 60 páginas, inclui fotografias e notas sobre as faixas. Detalhando:
Disco 1: As primeiras sessões de estúdio, realizadas nos estúdios Sound Techniques, em Londres (e religiosamente preservadas durante meio século, numa cassete à guarda de Beverley Martyn), mostram Nick Drake a dar os primeiros passos na definição da sua sonoridade. Versões de "Time Has Told Me" e "Mayfair" surgem em estado bruto. Há também a belíssima "Strange Face", raras vezes escutada fora dos círculos de colecionadores. A técnica de guitarra de Drake é já delicada e segura, mas a voz soa aqui ainda algo hesitante.
Disco 2: Este disco recupera uma fita de cassete gravada no quarto de Drake em Cambridge. Um dos pontos altos é "Mickey’s Tune", uma peça inédita que revela um lado surpreendentemente optimista e quase pop de Drake. É possível ouvi-lo a falar brevemente antes e depois de algumas das músicas, o que torna estas gravações inesperadamente íntimas. (segue para aqui)
19 September 2025
15 September 2025
MELANCOLIA BRITÂNICA
Quando, a 3 de Julho de 1969, Five Leaves Left foi publicado, não teve direito a passadeira vermelha nem nada muito próximo disso. Na verdade - sem que sequer a presença dos "Thompson twins" Richard (dos Fairport Convention) e Danny (Pentangle) o pudesse contrariar -, a recepção crítica foi pouco mais do que morna: uma "tonalidade demasiado melancólica e uniforme", uma "atmosfera introspectiva excessivamente obscura e depresiva", e "ausência de dinamismo" foi o que, do "Melody Maker" ao "New Musical Express", ao "Daily Telegraph" e ao "Disc and Music Echo", se opinou, nunca indo além da classificação de "interessante", considerando as canções "incertas e indirectas", e o álbum "melodicamente monótono". Apenas Gordon Coxhill no "NME", admitia que Drake possuía um "considerável talento", mas o disco "carecia de diversidade", e a voz recordava-lhe a de Peter Sarstedt (a "one hit wonder" de "Where Do You Go To My Lovely?" que, em 2007, acabaria por ser ressuscitada por Wes Anderson para os filmes Hotel Chevalier e Darjeeling Limited) mas sem a sedução e profundidade deste. Um pouco mais simpático, porém, do que, parecia ser a opinião corrente na cave do nº 49 da Greek Street londrina onde, de 1964 to 1972, funcionou o clube folk Les Cousins e Drake era "aquele jovem nervoso que punha o público a dormir"... (daqui; segue para aqui)
14 September 2025
12 September 2025
"Adieu Lovely Erin"
(sequência daqui) Como já acontecera antes com vários elementos de diversas bandas, membros dos Landless e Lankum, convergiram para formar os Poor Creature: Ruth Clinton (ex-membro dos Niamh & Ruth e dos Landless) juntou-se a Cormac MacDiarmada dos Lankum, mais tarde - em consequência de desassossegos pandémicos - passando a trio com John Dermody dos The Jimmy Cake (e baterista em concerto dos Lankum). Com All Smiles Tonight, criaram um álbum cuja particular identidade se constrói em torno da tensão entre sonoridades acústicas e contaminações pós-rock e gentilmente psicadélicas, acomodando drones de cordas (viola de arco e violino) e electrónica. Muito em particular, rebuscada na fertilíssima area vintage à qual Ruth Clinton foi ressuscitar uma "keytar" nascida nos 80s, uma Organetta Hohner que ofereceria o esqueleto primordial de duas ou três faixas, um Otamatone japonês e um vetusto Theremin.





