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14.9.25

Ibne Amar (A amada)






A AMADA

 

Ela é uma frágil gazela:
olhares de narciso
acenos de açucena
sorriso de margarida.
E os seus brincos se agitam
quedam-se os braceletes na escuta
da música do requebro da cintura.
Bom é que não esqueçais
que o que dá ao amor rara qualidade
é a sua timidez envergonhada.
Entregai-vos ao travo doce das delícias
que filhas são dos seus tormentos.
Porém, não busqueis poder no amor…
Que só quem da sua lei se sente escravo
pode considerar-se realmente livre.

Ibne Amar

[Estudio Raposa]

 .

19.3.20

Ibne Amar (Leitura)





LEITURA



Minha pupila resgata
o que está preso na página:
o branco ao branco
o negro ao negro.

Ibne Amar

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14.1.20

Ibne Amar (Céu pluvioso)




CÉU PLUVIOSO



As nuvens são tão espessas que se diria formarem,
para cá da abóbada celeste, fumo de madeira verde.

A chuva fina é como limalha de prata,
derramada sobre um solo de âmbar.

Por um momento o sol brilha
como escrava que se mostra ao comprador.


Ibne Amar

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15.1.09

Ibne Amar (Sou Ibne Amar)








Sou Ibne Amar, ninguém pode desconhecer-me,
só um néscio que nada saiba do sol ou da lua.


Se o meu século me posterga, não é de admirar:
as notas úteis dos livros escrevem-se nas margens.



Ibne Amar

- S. Brás de Alportel (n. 1031)


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